San Junipero.

Depois de ver nas redes sociais que muitas pessoas amaram o episódio 4 da nova temporada de Black Mirror, resolvi assisti-lo, já que os episódios são independentes, isto é, não precisam ser vistos numa ordem. E mais uma vez sou arrebatado por essa série absurda de tão boa!

Dessa vez vemos duas mulheres jovens que acabam se conhecendo numa baladinha dos anos 80 (já fui pego aqui! mas quando tocou Heaven is a Place on Earth no final, eu quis entrar na tela e viver nessa série). O que não sabemos no início é que na verdade elas já são idosas, uma estando em coma, e que a cidade, onde elas se encontraram, não é o mundo real, mas sim um sistema de realidade virtual, que te permite toda semana voltar no tempo por um tempo limitado. Depois que você morre, você pode viver lá eternamente. Tentador, não? Esse episódio é incrível e, como qualquer história que envolva viagem no tempo, triste e, ao mesmo tempo, lindo.

Tenho certos problemas em lidar com o tempo (passado e futuro). Qualquer livro/série/filme que trate sobre isso de alguma forma, eu amo e sofro muito (ex: Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, Doctor  Who, Fringe…). E, consequentemente, pra mim também é muito difícil e assustador pensar na morte, no fim da minha consciência e tudo mais. Então é altíssima a probabilidade de eu optar por viver em San Junipero depois de falecer. Com quem posso falar para já reservar minha estada lá? Quem me acompanharia?

Nosedive.

Esse é o título do primeiro episódio da nova temporada de uma das minhas séries favoritas: Black Mirror. Faz mais de dois anos que um grande amigo meu comentava os episódios da série no telefone tentando me convencer a assistir essa série, que eu achava que era mais uma das séries barrocas-rococós descobertas pelo meu amigo telespectador de produções indies. Eis que algum tempinho depois resolvi finalmente começar a ver. Inclusive vimos o primeiro episódios ao mesmo tempo, cada um em sua casa, e comentamos por celular. E que episódio!!! Piloto incrível, que já dá uma ideia da proposta da série: fazer você refletir sobre certas situações que por mais que sejam de ficção científica, estão chocantemente próximas da nossa realidade. Você é colocado no lugar dos personagens e se questiona o tempo todo o que faria no lugar deles.

Voltemos ao Nosedive. Não assisti os outros episódios novos, mas já posso considerar esse meu favorito? Pelo menos um top 3 está garantido. Somos introduzidos a um mundo, no qual as pessoas são avaliadas de 1 a 5 estrelas e quase todos são obcecados em manter uma nota alta, pois quanto maior a sua média, maior o seu prestígio e consequentemente maior acesso e oportunidades a se divertir com as pessoas mais populares nos melhores lugares da cidade. Fica claro que ser uma pessoa de nota 4 à 5 não é at all sinônimo de felicidade. Pelo contrário, eles passam os dias cuidando para que tudo esteja perfeito, fazendo atividades, que provavelmente nem gostam, só para compartilhar com os seguidores e ganhar muitos pontos positivos. Sounds familiar?

Esse episódio me encantou, não conseguia piscar! Qualquer um já passou por uma fase como a da personagem principal, em que queremos ser populares, queremos fazer as mesmas coisas que as sub-pseudo-wannabe-celebridades estão fazendo, precisamos tirar a foto perfeita para ganhar muitas curtidas e comentários. That is not a life.

Curiosidade: já faz uns dois meses que estou sem celular, tem sido uma experiência worth living, acabei percebendo que minha vida não muda em nada com ou sem celular no quesito felicidade. Às vezes parece que estou perdendo algo por não estar acompanhando o que o pessoal está postando no Instagram ou que estou me distanciando de algumas pessoas por não poder se comunicar por Whatsapp. Por outro lado, a gente vê quem se importa o suficiente para te chamar para um café porque está com saudades. E vê também que sem estar conectado todo tempo nas redes sociais as conversas cara-a-cara se tornam mais valiosas, mais agradáveis e você sai delas mais feliz. Felicidade essa que insistimos em buscar online.

Enfim, estes foram alguns pensamentos que me vieram à mente durante e após o episódios. Assistam!

Uma meta urgente para 2017.

O ano nem sequer acabou, mas estou pensando em metas para o próximo tão precocemente quanto as decorações natalinas visíveis já por toda a cidade (não posso falar nada, pois também comecei a escutar músicas natalescas [não gosto de repetir adjetivos] para ir aos poucos entrando no clima). Este post não é sobre o clima natalênico (oops!… i did it again), mas sim sobre uma meta importante que vou me impor. Continuar lendo “Uma meta urgente para 2017.”

Idealess.

Boa madrugada para qualquer um que esteja aí nesse momento entediado, sem nada para fazer ou querendo fazer algo, mas sem ideias. Este é meu primeiro post aqui em 2016, ou seja, faz meses que não toco nesse blog e isso precisa mudar. Pretendo postar com mais frequência até o fim do ano, contudo todavia entretanto estou sem ideias. Gastei toda minha fonte escolhendo o tema do TCC, tentando começar um novo blog, escrevendo ficção e preparando uma tinyletter (clique aqui para se inscrever e receber uma cartinha minha todo domingo por e-mail).

Continuar lendo “Idealess.”

Melhores temporadas de 2015

Não é uma tarefa fácil escolher cinco temporadas de 2015, principalmente porque eu me dediquei mais a assistir séries antigas. Não quis também repetir algumas que já citei na lista do ano passado, como How to Get Away with Murder e Shameless, ambas continuam excelentes. Sem mais delongas, aqui estão as 5 selecionadas: Continuar lendo “Melhores temporadas de 2015”

Filmes favoritos assistidos em 2015

Os últimos anos têm sido excelentes para o meu conhecimento de cinema. Tenho assistido muitos lançamentos, além de sempre descobrir obras-primas do passado. Nesse post quero deixar a minha lista de filmes maravilhosos que assisti no ano de 2015. Separei 5 lançamentos do ano passado que mais me agradaram e vários (muitos!) outros filmes antigos (alguns nem tanto) que são recomendações fortes para você, querido melocotom, assistir! Los geht’s!

2015:

filmes
Que Horas Ela Volta?: vamos começar com esse filme nacional do nosso país brasileiro (redundância enorme sim). Linda performance da Regina Casé e, mesmo parecendo um pouco uma cópia do filme chileno La Nana de 2009, a história é muito bem contada.
Mad Max: Fury Road: primeiramente preciso dizer que estou triste que não fui assistir essa maravilha no cinema, tudo bem, águas passadas. Esse filme é uma perfeição de roteiro, fotografia, direção, atuação e tudo mais (talvez exagero meu chamar de perfeito o filme, mas é realmente muito muito bom).
Divertida Mente: não podia faltar uma animação, não é? Eu sou apaixonadíssimo por animações e fiquei muito contente ao ver que a Pixar, depois de alguns filmes bem medianos, voltou com tudo! Mais uma produção que te abraça forte.
Amy: documentário sobre a vida da talentosa Amy Winehouse, que nos faz muita falta, não é? Vale a pena para qualquer fã de música conhecer essa história triste.
O Regresso: alguns odeiam com todas as forças o Iñárritu, outros são fãs de carteirinha. Eu não estou em nenhum lado desses dois extremos. Considero o diretor mexicano muito bom e outra vez ele fez um filme impecável. Sou do time que amou O Regresso.

Menções honrosas: The Peanuts Movie, Perdido em Marte, Brooklyn, Carol, Tomorrowland

Vamos agora aos não-lançamentos que assisti em 2015. Muitos deles entraram fácil para minha lista de favoritos da vida. Vou citá-los abaixo com um comentário breve sobre cada um.

Harold and Maude (1971): para quem gosta de conversar e refletir sobre a morte.
Rear Window (1954): Hitchcock, preciso dizer mais?
Le Notti di Cabiria (1957) / Sweet Charity (1969): o primeiro é um clássico do Fellini, filme lindo sobre uma prostituta extremamente inocente; o segundo é uma versão americana da história transformada em um musical.
Freaks (1932): para quem gosta de filmes de horror.
Detachment (2011): para professores.
Mary and Max (2009): animação profunda, diferente do que estamos acostumados.
À Espera de Um Milagre (1999): Stephen King + Tom Hanks.
They Shoot Horses, Don’t They? (1969): não sei definir muito bem esse filme, mas é excelente!
Central do Brasil (1998): a cota de filmes nacionais está baixa, eu sei… #JusticeForFernandaMontenegro.
A Origem (2010): mind-f*cking-blowing!
Mommy (2014): um filme diferente, tocante.
Os Sete Samurais (1954): clássico japonês que é um deslumbre pros olhos!
Relatos Salvajes (2014): deveria ter ganhado o Oscar! Filme argentino sensacional.
Intolerance: Love’s Struggle Throughout the Ages (1916): clássico americano bem antigão que fala sobre a intolerância em diferentes épocas da história e diferentes lugares do mundo.
The Purple Rose of Cairo (1985): provavelmente meu Woody Allen favorito.
Gaslight (1944): vejam.
Gone Girl (2014): acho difícil alguém não ter visto esse aqui ainda, mas precisei citá-lo.

Quais destes filmes você também ama de paixão? Quais filmes de 2015 são os teus favoritos?

Melhores álbuns de 2015

Sem longas introduções, vamos direto à minha lista de álbuns favoritos do ano. Dessa vez o que mais levei em consideração foi o quanto cada álbum me viciou e a quantidade de vezes que eu os ouvi ao longo de 2015, ressaltando que não estão em ordem alguma e que esses não são os oito melhores, mas sim oito dos melhores álbuns.

Continuar lendo “Melhores álbuns de 2015”